Hoje quero trazer uma reflexão sobre algo que muitas pessoas nem percebem, mas que faz toda a diferença na vida de quem precisa: banheiros acessíveis de verdade. E quando digo acessíveis, não é apenas sobre cumprir uma norma, mas sobre garantir dignidade, segurança e autonomia para todas as pessoas.
Você sabia que, de acordo com a NBR 9050 da ABNT (que tem força de lei), vasos sanitários em banheiros acessíveis não podem ter abertura frontal? Parece um detalhe, mas não é. Esse tipo de vaso representa riscos reais de quedas para cadeirantes, além de comprometer a higiene, pois o risco de vazamento para fora do vaso é de 100%.
Além disso, não podemos esquecer que acessibilidade não se resume a cadeirantes. Pessoas gordas, por exemplo, muitas vezes não cabem nas cabines de banheiros públicos. Mães ou pais com crianças pequenas, pessoas idosas com dificuldades de locomoção, famílias de pessoas com deficiência que demandam suporte…
Já parou para pensar no constrangimento de não conseguir fechar a porta ou sequer se movimentar em um espaço que deveria ser para todas as pessoas? Sim, existem os banheiros ditos acessíveis, mas muitos estão trancados ou são inadequados.
Como pessoa gorda, eu evito ao máximo usar banheiros em locais públicos (estou falando de empresas também), porque sei a chance de me estressar é gigante.
Banheiro acessível é um direito, não um favor.
Precisamos cobrar que esses espaços sejam projetados pensando na diversidade de corpos e necessidades, porque dignidade não deveria ser um privilégio.
Vamos conversar mais sobre isso? Qual foi a última vez que você reparou se o banheiro de um local público era realmente acessível?
#Acessibilidade #Inclusão #Direitos #NBR9050 #DesignUniversal
