O que dizer de 2024? Foi um ano intenso, no qual retomei meu ritmo como nos velhos e bons (nem tão velhos e nem sempre bons) tempos.
Já tive longas conversas em terapia sobre como me defino a partir do trabalho. Muito possivelmente pela “herança” de dona Thereza, minha avó paterna, que dizia que as filhas deviam estudar e trabalhar para não dependerem de maridos (nos idos dos anos 1930, veja só a nonna feminista!)
Me defino pelo trabalho e amo fazer o que faço. Me sinto plenamente realizada em sala de aula, ensinando e aprendendo com meus alunos e alunas. Este ano tive a felicidade de voltar a orientar TCCs. Nos dois semestres, foram 20 trabalhos de conclusão do curso de Relações Públicas da São Judas.
Quase no apagar das luzes do ano, em outubro, entrei no Ânima Plurais, programa de diversidade e inclusão da Ânima, me tornando professora TI ponto focal do tema para toda a USJT.
Além da Universidade, coloquei no ar 3 turmas do curso Comunicação Inclusiva: em janeiro, uma edição para estudantes de comunicação, em parceria com a Abrapcorp; em março, para profissionais da área; e em agosto, sua versão online assíncrona, para quem prefere assistir no próprio ritmo (Interessou? Clica aqui!). Também teve uma oficina sobre o tema na XVIII Conferência Brasileira de Comunicação Cidadã.
Como pesquisadora, apresentei a pesquisa “Tecendo redes de empreendedorismo materno: a importância de redes de apoio para mães atípicas empreendedoras” na XVIII CBCC e fiz o artigo “Mães atípicas invisíveis: (ausência de) práticas organizacionais pela maternidade no Brasil” para apresentar no XVIII Congresso Abrapcorp, mas não consegui ir por problemas de saúde. Aliás, nesta edição do Congresso, tomei posse como Diretora Executiva da associação para a gestão 2024/2026.
Ainda com o chapéu acadêmico, está no forno uma pesquisa sobre vida adulta de pessoas com deficiência e moradia assistida.
Como consultora de comunicação e diversidade, dei mais de 150 horas de treinamentos e palestras este ano. Tive o privilégio de contribuir para o letramento e formação de mais de 1400 pessoas, sobre um assunto pelo qual sou apaixonada, além de pesquisadora.
Fiz uma parceria de trabalho com a Amae Moradia, para a qual desenvolvo estratégias de comunicação e relacionamentos institucionais.
Participei como palestrante e/ou mediadora de eventos incríveis como o “Inclusão em Foco” do @McDonalds, “Mulheres e a Diversidade na comunicação” da @Aberje, “IV Encontro de Comunicação e Captação de Recursos” da Escola Aberta do Terceiro Setor, dentre outros.
Fui entrevistada pela querida Sonia Consiglio para o programa Vozes que Queremos Ouvir (para ouvir, clique aqui). Tambémpara a Revista Gama na matéria “Por que mães atípicas encontram mais barreiras para trabalhar?” (para ler, clique aqui) e para a Revista Galileu, na matéria “Síndrome rara faz crianças terem fome 24h por dia” (para assistir, clique aqui)
Com a ajuda preciosa do programa Mentoring Journey da @B2mamy, neste ano reestruturei a @RedeMaesAtipicas, reforçando nosso posicionamento como negócio social e nosso propósito de alavancar o empreendedorismo de mães de pessoas com deficiência ou mães com deficiência e gerar impacto social para organizações mais humanas e sustentáveis.
Tudo isso teve uma imensa razão, além do desejo de movimento. Ou melhor, uma mola propulsora: Lari. Tudo, absolutamente tudo que faço, faço pensando nela e por ela. No bem estar dela, na manutenção da qualidade de vida que hoje ela tem, no futuro dela, direta ou indiretamente. Eu trabalho para construir um mundo melhor para ela.
Pode ser que esteja esquecendo de algo, mas como eu disse no começo, intensidade foi a tônica deste ano. Claro que cobrou um preço: cuidei menos de mim do que eu gostaria e deveria. Tive alguns problemas de saúde e a ficha dos 54 anos caiu. Nunca tive neuroses com idade, mas é fato que o corpo fica mais lento, cheio de dores que nunca existiram e a menopausa vem sorrateira piorar o quadro. Por isso uma das minhas principais metas para 2025 é cuidar mais da saúde.
Aliás, falando em metas, acho que já disse aqui que eu adoro fazer listas anuais. 2024 foi um ano que falhei em grande parte das metas que listei. Por outro lado, como você já leu acima, fiz e alcancei milhares de coisas não previstas. Porque a vida é isso, a vida é movimento.
Tive frustrações? Sim, algumas bem significativas. Mas parafraseando Lennon, a vida é o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos. Por experiência própria, posso te assegurar que o avesso, às vezes, faz muito mais sentido.
Que venha 2025, com novas metas, novas surpresas e tudo de melhor!
