Diversidade e ‘desinfluencers’: o desafio de lidar com o comportamento de outras pessoas

Diversidade sem Desculpas – Edição 2 – Newsletter publicada no Linkedin em 27/09/2024

https://www.linkedin.com/pulse/diversidade-e-desinfluencers-o-desafio-de-lidar-com-outras-salvatori-tg3jf/?trackingId=Vb8vPh6yTIeA8qNHuqN2RQ%3D%3D

Essa semana participei de um evento promovido pela Aberje sobre a importância de #influenciadores internos e externos para a construção reputacional das marcas. Ao final do evento fiz uma pergunta aos palestrantes Isabela Paulucci Letícia Afonso e Cesar Rua : Como vocês administram os ‘desinfluenciadores’? Como lidam com pessoas colaboradoras que falam em nome da empresa? Ou pior: como lidar com pessoas que emitem opiniões em suas páginas pessoais, que são diametralmente opostas aos #valores da sua marca?

Os três foram enfáticos na necessidade de #letramento de boas práticas nas redes sociais, associado a assinatura de termos de #conduta e de #ética. Muito bom constatar que empresas como Petrobras Bayer e Vivo (Telefônica Brasil) que juntas empregam mais de 50 mil pessoas no país, se preocupam com suas vidraças reputacionais e investem na formação de seus colaboradores.

Entretanto, uma rápida navegada aqui ou em qualquer outra rede social mostra que há uma quantidade significativa de pessoas que age de forma desrespeitosa, preconceituosa e discriminatória. Invariavelmente essas atitudes reverberam na reputação das organizações nas quais as pessoas trabalham.

Mas como podemos fazer para que o comportamento individual não prejudique a empresa? Em primeiro lugar, é preciso lembrar às pessoas que ninguém é uma ilha, como dizia o poeta inglês John Donne. Eu sou a Patricia da Mundo im.Perfeito , da Universidade São Judas Tadeu , da Abrapcorp Oficial . Tudo que eu fizer e falar, vai impactar o lado de lá. Assim como a trajetória das organizações também impacta minhas credenciais.

É fundamental que a organização invista em programas de educação e treinamento para que todas as pessoas compreendam o impacto de suas ações nas redes sociais. Quando falo em educar sobre diversidade, eu costumo classificar em três perfis: as pessoas engajadas, que já possuem algum nível de letramento e se interessam em aprender; as pessoas desavisadas, que não se deram conta das mudanças do mundo e erram por desconhecimento e desinformação (spoiler: são as que mais precisam de letramento); e por último, as pessoas intolerantes, que gostam de ser como são e não pretendem mudar. No máximo vão silenciar, se perceberem que isso coloca em risco sua empregabilidade. A boa notícia: coloca mesmo. Há cada vez menos espaço para este tipo.

Misturando minha experiência de sala de aula com as mais de 300 horas de palestras e treinamentos feitos, te dou a dica: a gente precisa dar atenção à turma de engajados/as, claro. Mas se você fizer um bom trabalho, a transformação maior vem da turma de desavisados/as. Aquelas pessoas que morrem de medo de se expor e de serem canceladas. Aquelas que foram criadas em outros tempos, com outras referências e outras réguas morais. Elas precisam acompanhar a evolução da sociedade? Com certeza. Só que a palavra de ordem deve ser o acolhimento e não o embate.

Quanto ao terceiro grupo, a gente faz o que pode para sensibilizar. Porém… existe o limite ético, que quando ultrapassado, deve ser tratado com a devida firmeza. Afinal ninguém quer trabalhar com quem não compactua valores.

Lembre-se: ao promover uma cultura de diversidade e respeito, sua empresa não apenas protege sua imagem, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

E se você precisar de apoio neste processo, conta comigo! Estou com a agenda aberta para uma nova formação in company: “Diversidade Digital: Impacto das redes sociais da sua equipe no sucesso de seu negócio

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