A falta do sobrenome corporativo

Todo mundo sabe quanto vale um #sobrenomecorporativo na carreira. Eu tive alguns de peso. De trás pra frente: Patricia Salvatori da Cásper, Patricia Salvatori do Itaú, Patricia Salvatori do BankBoston, Patricia Salvatori da Bemis, Patricia Salvatori da Dixie Toga… Mas poucos te contam o que acontece quando deixamos de lado a “família” famosa e ficamos por nossa conta e risco.

Desde que saí do último emprego, mudei de mala e cuia para outro continente, um ano depois voltei e decidi abrir minha #consultoria em #diversidade, a Mundo im.Perfeito, tenho percebido vários movimentos, que vão desde gente que me tratava muito bem no passado e agora finge que não existo, até pessoas que tive mais ou menos contato e hoje interagem, incentivam, apoiam e torcem por mim. Mas o objetivo deste artigo não é fazer exposed de ninguém, nem reclamar da vida. Apenas provocar reflexões sobre a importância que é dada para um determinado cargo, sem considerar o lado humano de quem está ali.

A pessoa sai do emprego, mas mantém sua rede de #relacionamentos. Mantém e até aprimora seu conhecimento. Desde que saí do último emprego, terminei meu doutorado, que inclusive foi finalista no Prêmio Melhor Tese da Abrapcorp 2022, e estou começando o projeto de pós-doc.

Sem querer romantizar o #empreendedorismo (que não é bolinho, verdade seja dita), mas a vida é muito mais do que CLT, minha gente! Se você passou dos 40 anos, já deve estar percebendo que está rodeada(o) de gente mais jovem. E possivelmente vai sair ou ser saída(o) do emprego, porque este é o padrão da maioria das empresas. Se você não estiver em cargo de alta liderança, dificilmente manterá seu emprego após os 50. E como costumava brincar com meus alunos, vai virar purpurina.

Você já parou para pensar quais são seus #planos B, C, D? Claro que existem exceções. E mais claro ainda que você pode ser agente de mudança, levando a temática do #ageísmo para a pauta de diversidade da sua organização. Mas é um processo a ser construído, que leva tempo. E tempo passa rápido demais.

Foi pensando nas barreiras corporativas, por exemplo, que criei a Rede Mães Atípicas, uma plataforma de desenvolvimento para mulheres que são mães de pessoas com deficiência. Porque elas não precisam nem esperar envelhecer para sentirem a barreira corporativa. A gigantesca maioria para de trabalhar, para dar conta das demandas dos filhos, sem suporte de poder público nem rede de apoio. E muitas migram para o empreendedorismo por necessidade de pagar as contas. Muitas ficam à deriva no mundo profissional, quase invisíveis para as empresas.

Você têm funcionárias, fornecedoras ou parceiras que são mães atípicas? E se eu te disser que existem cerca de 9 milhões delas no Brasil? Posso te contar isso e muito mais sobre elas, porque foi este o objeto da minha pesquisa mais recente, produzida na minha atual fase “CLT-less”.

Também nesta fase atual, produzi o e-book Como tornar sua Empresa Inclusiva – Primeiros Passos, que pode te guiar com as questões fundamentais para que você e sua empresa comecem a construir uma #cultura #inclusiva e #diversa. Se quiser baixar o e-book gratuito, é só clicar aqui.

Tenho feito palestras de sensibilização e letramento sobre Diversidade, #cursos e #treinamentos in-company, diagnósticos organizacionais, cartilhas.

Percebe como a vida pode (e deve) ser rica e produtiva, esteja você onde estiver?

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