Que venha 2023! Que seja mais leve.

Estou há dias pensando o que escrever sobre 2022 e as palavras demoraram a chegar. 

O que falar sobre o que começou para ser o primeiro ano de uma fase totalmente nova e desmoronou em seguida? 

Foi ali na noite do Réveillon de 2022 que Lari teve a primeira crise da sequência que mudou nosso rumo. 

Foram meses de desgaste profundo, sentimento de incompetência (qual mãe atípica não tem?) e solidão até decidirmos abrir mão dos nossos sonhos e voltar ao Brasil.

Eu sabia que estava fazendo a coisa certa para ela e pra nós. Mas saber disso não fez doer menos.  

Foi o ano de acolher esta e muitas outras dores. 

Foi o ano de entender que aceitar ajuda e colo não é fraqueza. 

Foi o ano de sentir a dor mais doída do mundo de perder minha mãe.

Foi o ano de começar a fazer terapia. 

Foi o ano em que o amor e o companheirismo do Fábio me salvaram do abismo. 

Foi o ano de procurar sentido na vida que eu abri mão. 

Foi o ano de perceber quem realmente está do meu lado e com quem eu posso contar. 

Foi o ano de me reinventar profissionalmente. Again… and again…and again. 

Foi o ano de reconstruir. De fazer as pazes com algumas esperanças. De lembrar que todo mal tem fim. 

Foi o ano de reaprender a ser eu. 

Que venha 2023. E que seja mais leve. 

Crédito da foto: Mariana Franco

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