Estou há dias pensando o que escrever sobre 2022 e as palavras demoraram a chegar.
O que falar sobre o que começou para ser o primeiro ano de uma fase totalmente nova e desmoronou em seguida?
Foi ali na noite do Réveillon de 2022 que Lari teve a primeira crise da sequência que mudou nosso rumo.
Foram meses de desgaste profundo, sentimento de incompetência (qual mãe atípica não tem?) e solidão até decidirmos abrir mão dos nossos sonhos e voltar ao Brasil.
Eu sabia que estava fazendo a coisa certa para ela e pra nós. Mas saber disso não fez doer menos.
Foi o ano de acolher esta e muitas outras dores.
Foi o ano de entender que aceitar ajuda e colo não é fraqueza.
Foi o ano de sentir a dor mais doída do mundo de perder minha mãe.
Foi o ano de começar a fazer terapia.
Foi o ano em que o amor e o companheirismo do Fábio me salvaram do abismo.
Foi o ano de procurar sentido na vida que eu abri mão.
Foi o ano de perceber quem realmente está do meu lado e com quem eu posso contar.
Foi o ano de me reinventar profissionalmente. Again… and again…and again.
Foi o ano de reconstruir. De fazer as pazes com algumas esperanças. De lembrar que todo mal tem fim.
Foi o ano de reaprender a ser eu.
Que venha 2023. E que seja mais leve.
Crédito da foto: Mariana Franco
