Sempre que escrevo sobre nossa mudança ou abro caixinha de perguntas no Instagram, muita gente comenta sobre nossa coragem e me pergunta sobre a questão da saúde, por causa da deficiência da Larissa. Por isso hoje resolvi falar um pouco mais sobre o assunto por aqui.
O primeiro ponto importante é: SEMPRE VIAJE COM UM SEGURO VIAGEM! Além de ser obrigatório e você correr o risco de ser mandada de volta se não cumprir, é uma segurança para você e sua família em caso de emergência. Então, obviamente, fizemos o nosso. O que nem todo mundo sabe é que você pode fazer de graça pelo cartão de crédito, caso compre as passagens com ele. Pesquise! Faz uma boa diferença no bolso.
Como viemos para ficar e estamos fazendo o processo de cidadania, assim que Lari e eu formos reconhecidas italianas, teremos direito ao sistema de saúde da Itália, que é público e muito bom. Ser público não significa necessariamente gratuito. Existem algumas pequenas taxas, mas por tudo que pesquisei, são baixas mesmo. E você pode pedir isenção conforme sua renda. Ah, os medicamentos também podem ser subsidiados. Ao tirarmos a tessera sanitária, escolheremos um(a) médico(a) da família, que direciona para outros profissionais especialistas quando é preciso.
O processo de aquisição de cidadania para o Fábio vai ser um pouco mais longo (cerca de 2 anos, eu falo disso outra hora), mas em breve ele vai ter a permissão de residência e também a tessera, por ser casado com uma italiana (no caso euzinha!)
Se você tem sonhos ou planos de morar fora, procure se informar sobre o sistema de saúde do país que te interessa. Pelo pouco que já li, Portugal tem um sistema parecido com o da Itália. Já nos EUA não existe almoço grátis. Ou você faz um plano de saúde ou vai dever até a décima nona geração se pisar num hospital. (Grey’s Anatomy também é cultura, minha gente!)
Como Lari faz uso de medicamentos de uso contínuo, antes da viagem eu conversei com as médicas dela e comprei algumas caixas extras para esse período de transição. Sobre os acompanhamentos, por causa da pandemia, podemos continuar com as consultas online. O problema seria a compra de medicamentos aqui, que não pode ser feita com receita brasileira, claro. Lari tem feito terapia online há quase um ano e meio e se adaptou super bem. Aliás a Fê (@fefadiniz) tem sido incrível durante todo o processo da mudança.
O que eu percebo é que hoje me preocupo menos com a questão da saúde do que me preocupava quando Lari era menor. Não que as demandas tenham diminuído, nem me tornei irresponsável. Mas o peso para mim diminuiu. A nossa vida não se resume a questões de saúde. A vida dela é muito mais do que o diagnóstico. Óbvio que fico alerta e vou correr atrás sempre do melhor pra ela. Mas a vida é muito mais. Estamos construindo novas vivências, novas memórias e novas formas de experimentar esse mundão cheio de coisas maravilhosas.
E você? Ficou animada para correr o mundo com seu/sua filhote? Conta pra mim as suas dúvidas para continuarmos esse papo!
