Depois de um longo verão, eu voltei!
Terminei a tese que devo defender logo menos… Se vocês quiserem acompanhar, eu aviso a data 😬. Confesso que tive medo de não dar conta. Mas fiz o melhor que pude, nas circunstâncias atuais, e me sinto bem feliz com o resultado (ainda que uma tese nunca tenha fim…) Não é fácil nem indolor falar, de forma responsável, sobre ativismo ou direitos sociais no Brasil de 2021.
Mudamos de casa para um apartamento temporário porque vem novidade grande por aí.
Mudei as madeixas, já que a pandemia me impede de ter luzes decentes.
Mudei (um pouco) minha relação com coisas e objetos que foram embora nos últimos meses. Um pouco porque nunca fui uma pessoa acumuladora. Mas, sem perceber, a gente vai guardando uma lembrancinha aqui, outra coisa quase inútil acolá, uma terceira por não saber o que fazer ou por ter sido importante em algum momento do passado. E a vida vai ficando cheia, mais difícil de andar, como um depósito lotado.
É inevitável pensar que acumular é um tremendo desperdício, além de gerar um enorme esforço para si própria ou para pessoas queridas no futuro. Não sei vocês, mas eu já tive que fazer desapegos de quem já se foi e é muito triste. As “relíquias” da pessoa perdem totalmente o significado depois que ela morre.
Foi muito bom fazer o meu próprio desapego, em vários sentidos. Recuperei lembranças incríveis de pessoas queridas e outras tantas que ficaram no passado. Reduzi minha “bagagem”. Trabalhei muito com a Lari a ideia de passar adiante o que não cabe mais, física ou metaforicamente, nos novos planos. Ficou fácil compreender que menos é mais. E que a vida precisa de leveza e espaço para o novo.
Posso ser suspeita para falar, porque adoro uma novidade e uma transformação. Mas as mudanças são a essência da vida. A única certeza que temos é que tudo vai mudar, queira você ou não. Por que não se deixar levar? Por que não procurar novos caminhos, novas histórias, novos sonhos? E você, tem trabalhado contra ou a favor das mudanças?

Amei! Também adoro mudanças, mas sofro um pouco na hora de me desfazer das coisas, principalmente quando elas remetem a pessoas queridas! Mas… a vida é um sopro e não há tempo nem espaço para acúmulos. O que vale são as lembranças! Ah, e quero acompanhar a tese! Sucesso!
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