Você sabe como se referir a uma pessoa que tem deficiência?

A forma certa, definida pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, é Pessoa com Deficiência. Simples assim.

Mas, volta e meia, seja nas redes sociais ou em matérias de veículos de comunicação, eu vejo usarem outras expressões. Às vezes por falta de conhecimento, mas outras tantas para negar a realidade.

Ao usar termos como “pessoa com necessidades especiais”, “pessoa especial” ou “pessoa com probleminhas”, você está minimizando o significado da palavra deficiência. Percebe? Além disso, tira das pessoas a chance de conhecer melhor seus direitos. Os direitos das pessoas com deficiência existem e são importantes, mas se a pessoa ou a família não se vê como pessoa com deficiência, como ela saberá procurar por eles?

Ao chamar de anjo, você desumaniza a pessoa e tira dela a autonomia de viver e fazer suas escolhas. Geralmente essa escolha vem da família, junto com outras expressões como criança abençoada. Ou seja, ela não tem vontades, não pode errar, não pode questionar. Ou então pode errar à vontade, que não será corrigida. Não precisará de educação, nem de limites.

Ao chamar de aleijado, retardado, esquisito ou defeituoso, você mostra ao mundo o seu preconceito e como VOCÊ precisa evoluir.

Mães, pais, familiares e amigos, pensem nas suas escolhas e na razão destas escolhas.


Jornalistas e profissionais da comunicação, aprendam! Vocês devem ser responsáveis pela influência que exercem.

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