Você sabe qual é o maior medo de uma mãe?

(Texto originalmente publicado no Facebook em fevereiro/2020)

Muitas dirão que é perder seu/sua filho(a). Mas se perguntar a uma mãe atípica, surge um dilema: quem vai cuidar dela quando eu morrer? Quem vai protege-la? Quem vai dar colo e amor incondicional, mesmo nos momentos em que a síndrome fala mais alto?

Claro que não penso nisso o tempo todo, senão travaria e não seria capaz de aproveitar a vida e seus muitos momentos felizes.

Mas ontem esse sentimento bateu forte. Pela primeira vez na vida (além da cesárea), fiz uma cirurgia. Aparentemente simples, de poucos riscos. Mas, por ironia do destino, a mesma cirurgia que tirou a vida do avô da Lari (pai do pai dela), quando eu estava grávida.

Cá estou, firme, forte e refletindo sobre medos profundos e nossa quase total incapacidade de interferir no próprio destino. Não temos controle sobre quanto vamos viver, mas podemos criar uma rede de apoio. Podemos e devemos exigir políticas públicas de inclusão que deem suporte às pessoas com deficiência.

O que você anda fazendo neste sentido?

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