Está previsto na Lei Brasileira de Inclusão (criada em 2015) que todos os prédios novos devem oferecer imóveis acessíveis, sem custos extras aos compradores.
Mas esta medida, que acabou de ser implantada, levou 5 anos para passar a valer, possivelmente por influência das entidades do setor da construção, que prezam tanto pela questão financeira.
Você, que não tem nenhuma pessoa com deficiência física na família, pode se perguntar: e eu com isso? Vou te contar. Você sabia que somente 7% das crianças de 0 a 14 anos tem deficiência, mas quando o recorte é de pessoas com mais de 65 anos, este percentual sobe para 68%? (dados do Censo 2010) Ou seja, as chances de você ou alguém da sua família adquirir uma deficiência aumentam gigantescamente, à medida que envelhecem. Ninguém gosta de pensar num assunto destes quando não está envolvido, mas sugiro que pensem, porque os números estão aí.
Em casa tenho um exemplo claro: minha mãe, que sempre foi uma mulher ativa, hoje praticamente só se movimenta em cadeira de rodas, em função da doença de Parkinson. A locomoção dela em um sobrado é uma questão séria e que só tende a ficar mais complexa, com o tempo. Por sorte, a casa é antiga, com ambientes, portas e corredores largos.
Pense: se alguém da sua família começasse a usar cadeira de rodas hoje, como seria na sua casa? Seriam necessárias muitas adaptações? Já que estamos no campo da imaginação, e no seu ambiente de trabalho? Ou na sua escola? Nos seus ambientes de lazer?
